Projeto do Criança Esperança ajuda filhos de agricultores a cultivar horaliças sem agrotóxicos no Acre
Preparar a terra, semear, cuidar, esperar nascer.
Em uma área rural perto de Rio Branco, no Acre, existem mais de mil famílias assentadas. A maioria delas veio dos seringais e não tem conhecimento suficiente para aproveitar todo o potencial da terra.
Está nas mãos de alguns jovens mudar esta realidade. Com o projeto, financiado pelo Criança Esperança, eles aprendem a cultivar verduras e legumes sem agrotóxico - plantas ornamentais e medicinais. Um sonho para quem acredita na terra e no trabalho.
"Vendo a coisa nascer dá muita esperança pra gente. Que ali ela vai brotar e podemos colher, mandar para o mercado e vender", diz Taline da Silva, de 14 anos.
Até lá, é semear o que passa de uma mão para outra, todos os dias. "A gente está semeando oportunidades, geração de renda e a elevação da auto-estima", explica a agrônoma Gerlane Sena.
Investir nos jovens para multiplicar o aprendizado. "Ao mesmo tempo que eu vou ensinar, eu vou mudar a cultura, fazer com que eles sejam os que vão ter a responsabilidade de fazer uma nova formação de vida para os seus pais, para os seus irmaõs, para suas famílias", diz Raimundo Dias, coordenador do projeto.
Único filho homem, Cairon Araújo, de 14 anos, faz a ponte do conhecimento até a família. Todo fim de tarde, ele ajuda na horta de casa e o pai já aprendeu que o filho pode ser o seu maior parceiro. "Estou vendo um filho meu tomando experiência. Amanhã ou depois ele pode mesmo me dar dica de como manejar, como fazer", diz o pai do jovem, Wilsom Araújo.
É assim que mais uma história começa a nascer... "Quando começa a brotar fica muito bonito, né? Brotando da terra...", diz Cairon.
O Criança Esperança é uma parceria da Rede Globo com a Unesco. Veja como fazer a sua doação:
Para doar R$ 5, ligue 0500 2010 005.
Para doar R$ 15, ligue 0500 2010 015.
Para doar R$ 40, ligue 0500 2010 040.
Para garantir a doação, é preciso ouvir a mensagem até o fim. Para doar outros valores, entre clique aqui. Os brasileiros que vivem no exterior só poderão doar pela internet.
A sua doação é depositada diretamente na conta da Unesco e não pode ter dedução fiscal.