Turismo - Monday, June 28, 2010 | Publicado às  12:34
 

 


Bar funciona dentro de árvore africana na ‘Janela de Deus’

Na África do Sul, existe um lugar tão bonito que se chama ‘Janela de Deus’. Os repórteres mostram que o nome desse lugar não foi dado à toa.


O nome em inglês já diz tudo: “God’s Window”, a Janela de Deus. Cadeia de montanhas, cortada por rios e cachoeiras: um banho na alma diante de um dos maiores desfiladeiros do mundo. Legiões de aventureiros iam até o local no passado atrás do ouro escondido no fundo dos rios. Hoje as pessoas são atraídas por outra fonte de riqueza: a beleza natural, que vale ouro. São 20 quilômetros de paraíso na terra, que fazem a pessoa logo esquecer as quatro horas de viagem de Joanesburgo até lá.

Um grupo que visitava o local é de uma tribo conhecida por fazer chover nos meses de seca. “As cerimônias da chuva são rituais de fé. Pedimos aos nossos ancestrais para que intercedam junto aos deuses”, disse um dos chefes.

No pé das montanhas, mulheres do vilarejo onde foi descoberta a primeira mina de ouro da África do Sul. Um retrato de anos dourados cuidadosamente preservado: carrões, comprados na época a peso de ouro, e patrimônio nacional como a cultura das mulheres do lugar.

Em uma tribo, as mulheres casadas têm de usar um colar, porque não se usa aliança de casamento. O colar em volta do pescoço é a aliança de casamento delas. A agência dos correios, o banco que guardava o ouro dos novos milionários e até o mundo dos mortos têm muita história para contar.

Diz a lenda que foi descoberto um ladrão entre os garimpeiros. Essa pessoa acabou sendo assassinada em praça pública e foi enterrada em uma sepultura onde está escrito “o túmulo do ladrão”, para que ficasse de exemplo para todo o vilarejo.

Saqueadores e larápios do ouro costumavam se esconder em cavernas, com 16 quilômetros de túneis. Não é a toa que, de tanto se esconder, muitos nunca mais encontraram a saída. O local é conhecido como as cavernas do eco. Qual o mistério do som cavernoso?

“As paredes são recheadas com pequenas bolhas de ar e esse fenômeno produz o som de tambores”, explica o guia.

Depois de um dia de grandes aventuras, nada melhor do que relaxar embaixo de um baobá, com muita sombra e água fresca. Dentro da árvore gigante, funciona um bar. Fregueses entusiasmados deixaram os bonés de recordação. Tem mesmo é que tirar o chapéu para essa bizarra fonte de renda. “Oportunidade como essa é uma vez na vida”, diz um turista australiano.

A árvore típica das savanas tem 40 metros de altura por dez de largura. Por isso o “baobar” acomoda muita gente. “Já dei uma festa aqui para 50 pessoas”, diz a herdeira do negócio frutífero.

No país da Copa é assim mesmo: seja onde você estiver, os ritmos da África estarão sempre acompanhando. Quando não tem festa na floresta, tem balada dentro da árvore.



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