Turismo - Friday, May 14, 2010 | Publicado às  20:26
 

 


Tô de Folga vai ao interior de Pernambuco
Antigos engenhos se misturam com a beleza da mata Atlântica.

 O Tô de Folga dessa sexta feira faz uma viagem ao interior de Pernambuco e mostra um pouco da história do Brasil.

Os engenhos que foram símbolo de progresso e riqueza no século dezoito e hoje guardam a cultura e a tradição do Brasil colônia.

Relíquias do Brasil colônia, encravadas nos canaviais. Para entender como estas construções imponentes surgiram no interior de Pernambuco é preciso voltar no tempo, na época em que o açúcar era considerado o ouro branco - a principal riqueza que brotava no país.

O caminho que leva aos antigos engenhos é cercado de muito verde: pedaços da Mata Atlântica e extensas plantações de cana-de-açúcar se perdem nas margens da estrada.

Oitenta e cinco quilômetros separam o recife de Vicência, na zona da mata de Pernambuco. O motorista deve seguir pela BR 408 e depois pela BR 74. A chegada é como desembarcar no passado.

“250 escravos trabalhando, então ele é considerado um engenho de grande porte”, diz o guia turístico.

Parece apenas um corredor comum, mas essa é uma das maiores raridades guardadas pelo engenho Poço Comprido. Essa era a ligação da casa grande e a capela. Era por aqui pelo alto que o senhor de engenho e a família passavam para chegar até a capela sem se misturar pelos escravos.

As visitas são pré-agendadas e cada visitante paga três reais.

“Você só vê patrimônios históricos em fotos, livros de história, e você poder ver um patrimônio historio no real realmente é outra sensação”, diz Kátia Rejane Barbosa, guia de turismo.

No engenho Jundiá, a casa grande ainda tem o mobiliário antigo, dos primeiros moradores.
Várias gerações passaram por aqui. Uma herança que sr. João Antônio e dona Zélia, cuidam com capricho.

“Nós mostramos uma história de 120 anos. E poucas pessoas têm esse privilégio de poder contar uma história desde o início”, diz Zélia Correia de Andrade, administradora .

No pico do Jundiá, uma capela erguida em devoção à nossa senhora da Conceição. Os mais aventureiros podem percorrer a mata Atlântica, com o auxílio de um guia, por dez reais.

Outra atração por aqui são os antigos alambiques que produzem cachaça.

“Todo turista que aqui vem eles provam e além de provar eles levam a cachaça e recomendam à outras pessoas”, Mário Ramos, agrônomo.

Quem quiser passar mais tempo no território dos engenhos pode se hospedar em aconchegantes pousadas rurais. A rede é uma oferta da casa.

Entre um engenho e outro uma escala para conhecer a parte mais gostosa do passeio onde o visitante poderá provar a sobremesas regionais. Receitas que circulam nos engenhos há centenas de anos. Elas enchem os olhos e dão água na boca.

Bolos geléias, frutas em calda. Doces sabores trazem de volta o gosto açucarado do passado.

“Já não se vê mais nas casas de família e hoje a gente está retornando com essa gastronomia”, diz Nara Maranhão, dona de pousada.



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