Deap vai investigar caso de detenta com bebê dentro de presídio inadequado em Tubarão
Recém-nascidos devem ficar com as mães nos presídios de Criciúma ou Florianópolis
O Departamento de Administração Penal (Deap) vai investigar como uma detenta permaneceu mais de 40 dias com o filho recém-nascido no Presídio Regional de Tubarão, no Sul de Santa Catarina.
Como a unidade não conta com espaço adequado para esse tipo de situação, a mãe e o bebê deveriam ter ficado em outra instituição penal.
O episódio teve início em fevereiro, quando duas detentas com filhos recém-nascidos foram transferidas para a ala feminina do Presídio Regional Santa Augusta, de Criciúma, que possui um berçário. Essas duas mulheres retornaram para a unidade prisional de Tubarão no mês passado, mas apenas uma delas entregou o filho aos familiares.
Sem ventilação
A outra mãe que ficou com o filho de cinco meses permaneceu no presídio de Tubarão durante mais de 40 dias em uma pequena cela sem ventilação, berço ou qualquer conforto para o bebê. Ele foi retirado pelo Conselho Tutelar e encaminhado para os familiares da mãe.
— Mantivemos contato com a gerência do presídio sobre essas situações e para nós estava tudo dentro da normalidade, pois não havíamos recebido nenhuma notícia sobre mães com bebês. Detenta com recém-nascido deve ficar em Criciúma ou Florianópolis. Infelizmente é mais um fato negativo que acontece no presídio de Tubarão em poucas semanas — lamenta o diretor da Deap, Adércio José Welter.
Desde o início do ano, o Presídio de Tubarão tem sido palco de várias situações problemáticas como rebelião, fugas em massa, espancamento de presos por um agente prisional e detento solto por engano.
Após a saída de Ricardo Welausen, que permaneceu mais de cinco anos na unidade, estiveram no comando do presídio José Esmeraldino da Costa, Fabrício Buss, Décio Paquelin e agora Deiveison Batista, empossado na semana passada.